Quem tramou Armando Vara?

Este texto encerra uma série sobre a ida de Armando Vara à Assembleia da República nos idos de Junho de 2019 e do que me foi dado descobrir na gravação audiovisual da sessão. Corresponde à experiência mais profunda que já tive a respeito da qualidade democrática e republicana do regime por causa da competência política e jurídica de quem o interrogava; e por causa do grau de exposição com que Vara chegou a uma sala do Parlamento, presidiário no “Face Oculta” e acusado na “Operação Marquês”, e do tipo de exposição a que se propôs, a tudo respondendo com factos e detalhes dentro dos limites da sua memória e situação judicial. Sendo a segunda vez que era ouvido pelos deputados sobre as mesmas matérias relativas à CGD, e depois de mais de 5 horas frente a quem tinha tido acesso à informação interna do banco solicitada e que agora brincava aos carrascos para imprensa ver, se Vara fosse um bilionésimo do que a indústria da calúnia e o ódio político pintou de si tal teria de aparecer. Tal espectáculo seria imperdível pela mesma lógica com que Vara tinha sido apanhado, torturado e exposto como troféu. Foi essa a minha motivação primeira para assistir não só à sua audição como às restantes 39 sessões da II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco. Quantos portugueses fizeram o mesmo? Quantos jornalistas? Quantos jornalistas especialistas em política? Quantos magistrados? Quantos deputados? Não o tendo feito, nem sequer esta singular audição de Vara estão em condições de avaliar.

Blog Aspirina B

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