Os migrantes que condenamos ao inferno

Passaram sete anos desde a histórica visita do Papa a Lampedusa. Na homilia da missa que assinalou o aniversario dessa visita Francisco recordou um episódio que aqui transcrevo do Publico:

O Papa quis ainda recordar um episódio relacionado com a sua visita a Lampedusa: “Naquela ilha, alguns contaram-me a sua história e como sofreram para lá chegar. Tinham intérpretes. Um deles contava coisas terríveis na sua língua, mas o seu intérprete, que parecia traduzir bem, falava menos em relação ao que o outro me dizia… Quando regressei a casa, na recepção, havia uma senhora, filha de etíopes, que tinha seguido o encontro e ouvido a tradução. Ela disse-me: “aquilo que o tradutor lhe disse não é nem a quarta parte das torturas e sofrimentos que eles viveram”. Ou seja, comentou o Papa, “deram-me a versão “destilada”. E acrescentou: “Isto acontece hoje com a Líbia: dão-nos uma versão ‘destilada’ do que se passa. Sim, sabemos que a guerra é feia, mas não se imagina o inferno que ali se vive, naqueles campos de detenção. E esta gente só queria, com esperança, atravessar o mar.”

Papa Francisco

E é esta gente que so quer, com esperança, atravessar o mar que nos nao podemos rejeitar condenando dessa forma ao inferno e à morte.

Esta tem sido uma batalha que Francisco tem travado incansavelmente mas que infelizmente tarda em encontrar apoio em tantos lideres mundiais que se dizem cristãos.

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