A tradição acima da democracia

Daniel Oliveira no Expresso:

Os deputados do PS tinham o dever de votar no candidato do PSD e não, como fizeram, no candidato do seu próprio partido. Estranho, não é? Como mostrei, não há uma tradição que exija que o Presidente da Assembleia da República seja do partido com mais deputados. Mas mesmo que fosse uma tradição, seria errada. Seria simular uma eleição para fazer uma nomeação. O que a direita exige é que, perante a novidade de PCP e BE terem decidido passar a participar no jogo do poder, devemos ignorar a verdade dos votos e a ela sobrepor a “tradição”. É ilegítimo que os representantes de um milhão de portugueses participem em soluções de poder. Há uma minoria de deputados que considera um golpe de Estado haver partidos que a eles se opõem e não lhes oferecem a maioria que não tiveram nas urnas. É até inaceitável que deputados votem, para presidir ao Parlamento, no candidato do seu partido. E a todo este absurdo, incompreensível na generalidade das democracias parlamentares, chamam de tradição

Fonte: Expresso | A tradição acima da democracia

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